EDER. (In Memória)
Um dia tu apareceste em nossas vidas, e assim como quem não quer nada. Invadiu nosso espaço. E não recebemos de ti nenhum obrigado, pois, não pediste licença para entrar.
Durante muito tempo (agora sabemos que foi pouco) permaneceste em nosso meio. Aí, então, percebemos que já não eras mais um invasor, e sim dono do espaço que havias conquistado, cativando em nós um sentimento puro por ti.
Muitas vezes nos fez sorrir, outras tantas nos fez chorar. Quantas vezes teu olhar maroto, teu sorriso de menino sapeca que está sempre a aprontar foi motivo de risos e preocupações. E, quantas vezes nos surpreendeste, nos fazendo acreditar que entre tantas travessuras, também eras um homem serio e responsável, se esforçando para atender aqueles a quem tu amavas.
E, assim, em nosso meio foste fincando raízes, produzindo frutos e criando vínculos que não mais se podiam romper.
E quando já eras parte de nossas vidas, quando os alicerces fundados por ti estavam mais do que firmados, desapareceste. Curiosamente da mesma forma como chegou, sem pedir licença para partir.
Já faz algum tempo que não estás entre nós. Porém, tua ausência sentida em longa escala, é apenas física, pois estás presente no sorriso dos teus frutos que crescem em nosso meio, transmitindo a mesma alegria que possuías e que preenche nossas vidas. Então, percebemos que tua presença entre nós se dará por muito, muito, muito tempo.
Rosiclé E. Silva.
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