sábado, 22 de janeiro de 2011

Semeia sempre.
No campo do mundo, tu és um semeador.
Não podes fugir a responsabilidade de semear.
Não digas que o solo é áspero, que chove freqüentemente,
Que o sol queima ou que a semente não serve.
Não é tua missão julgar a terra e o tempo, tua missão é semear.
A semente é abundante! Um pensamento positivo, um sorriso,
Uma promessa de alento, um aperto de mão, um conselho sábio,
Um pouco de água, são sementes que germinarão facilmente.
Não semeias, porém, como que cumpre uma missão desagradável.
E, ao semear, não penses: Quanto me dará? Quanto demorará a colheita?
Recordas que não semeias para ti, aguardando o ganho multiplicado. Semeias porque não podes estar inativo, porque não podes servir a Deus sem servir aos demais.
É dono de ti mesmo, da vida do universo! Tua semente, pois, não cairá no vazio.
Sem esperar recompensa, receberás recompensa, sem esperar riqueza, teus bens se multiplicarão.
E tudo porque semeias num reino onde dar, é receber. Onde perder a vida é achá-la, onde gastar servindo é aumentar. Semeias sempre em todo terreno, em todo tempo a boa semente da palavra de Deus, com amor, com carinho, com interesse, como se estivesse semeando o próprio coração. Sê, pois, um semeador.
Missionário: Geovanne

EDER. (In Memória)
Um dia tu apareceste em nossas vidas, e assim como quem não quer nada. Invadiu nosso espaço. E não recebemos de ti nenhum obrigado, pois, não pediste licença para entrar.
Durante muito tempo (agora sabemos que foi pouco) permaneceste em nosso meio. Aí, então, percebemos que já não eras mais um invasor, e sim dono do espaço que havias conquistado, cativando em nós um sentimento puro por ti.
Muitas vezes nos fez sorrir, outras tantas nos fez chorar. Quantas vezes teu olhar maroto, teu sorriso de menino sapeca que está sempre a aprontar foi motivo de risos e preocupações. E, quantas vezes nos surpreendeste, nos fazendo acreditar que entre tantas travessuras, também eras um homem serio e responsável, se esforçando para atender aqueles a quem tu amavas.
E, assim, em nosso meio foste fincando raízes, produzindo frutos e criando vínculos que não mais se podiam romper.
E quando já eras parte de nossas vidas, quando os alicerces fundados por ti estavam mais do que firmados, desapareceste. Curiosamente da mesma forma como chegou, sem pedir licença para partir.
Já faz algum tempo que não estás entre nós. Porém, tua ausência sentida em longa escala, é apenas física, pois estás presente no sorriso dos teus frutos que crescem em nosso meio, transmitindo a mesma alegria que possuías e que preenche nossas vidas. Então, percebemos que tua presença entre nós se dará por muito, muito, muito tempo.
Rosiclé E. Silva.
Memórias de minha historia

Minha mãe é a terceira de 11 filhos de um casal de nordestinos, meu avô, é até hoje uma figura muito marcante em nosso meio embora ele já tenha falecido. De educação muito rígida, porém muito amorosa todos cresceram a sombra das asas de minha avó mesmo depois de casados poucos foram os que se distanciaram da vila que se tornou o sitio do meu avô e minha mãe nos educou da mesma forma ela nos ensinou o temor e o amor a Deus desde pequeninos nunca fomos coagidos a seguir suas escolhas mais aprendemos que teríamos que arcar com as conseqüências das nossas.
Ao refletir sobre minha família, lembro-me o que a Bíblia ensina sobre o homem ser a cabeça da família, pois sempre achei que se tal fato ocorresse provavelmente minha família não teria a estrutura que tem. Meu pai sempre foi um sonhador, minha mãe foi sempre realidade. Foi ela que sempre nos deu o equilíbrio na vida. Era nosso esteio inclusive do meu pai.
Órfão, de mãe, não reconhecido pelo pai ficou sozinho no mundo aos cinco anos de idade quando o avô ultima pessoa remanescente de sua família materna faleceu. Ficou assim até aos nove anos quando foi adotado por um bom homem que lhe transmitiu a sua formação moral ética cristã, mas acredito que ele soube realmente o significado de ter família quando casou com minha mãe e constituiu a sua própria, porém, era ela minha mãe que comandava aquela família.
Em junho de 2003 quando assistia a uma palestra dada pelo conferencista Morris Cerrulo em minha cidade, ele contou que em sua casa sua esposa era consultada quando ele tinha que tomar decisões importantes, ele disse:
 Talvez você diga, mas Morris você não cumpre o que diz a bíblia? Ela diz que o homem é a cabeça da família. Sim, eu sou a cabeça, mas, minha esposa é o pescoço, que move a cabeça.
Então eu finalmente aprendi que durante toda nossa vida, meu pai foi à cabeça minha mãe o pescoço.  É como se minha casa fosse um carro que conduzia sete pessoas meu pai dirigia minha mãe mostrava o caminho. Vez ou outra ele resolvia seguir seu instinto e sofríamos muito com isso então ele se curvava diante dos conselhos daquela mulher de pequena estatura, pouca cultura e muita sabedoria, e voltávamos para uma estrada plana e segura.

Palavras ao Vento

O mar exerce sobre mim certo fascínio, existem pessoas que temem o mar
Dizem que ele é violento, outros ainda que ele seja misterioso e por isso se afastam.
Sobre mim seu efeito é incrível. Quando paro diante dele fecho os olhos sinto sua brisa. E “mergulho dentro em mim, acalmando minhas turbulências”
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Enquanto olhava pela grade do portão de minha casa
No transitar de pessoas eu pude ver minha vida passar
Isso sempre se repete, um dia desses dei uma de peão de boiadeiro
E tentei pega-la no laço, tal qual foi nada, ela foi muito ágil quando dei por mim
La estava eu no chão e ela saiu correndo. E eu, bem eu fiquei olhando, olhando, olhando.
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Minha mãe embarcou numa viagem, uma viagem de trem, cheguei com ela até a estação porem não embarquei, vi quando ele deu o apito avisando sua partida e eu fiquei olhando, de repente alguém gritou olha o trem descarrilou, descarrilou o trem
O meu desespero foi tremendo minha mãe esta lá no trem. Sai correndo preciso pará-lo pensei. Minha ilusão se desfaz ele vai cada vez mais veloz minha mãe esta naquele vagão, e eu não conseguimos alcançá-lo.
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A paz é o resultado de um interior sem conflito, do individuo que caminha em harmonia com Deus. Livre de sentimentos tais, como inveja, soberba e egoísmo os principais responsáveis pela degradação humana

Senhor

Senhor!

Para calar o grito preso na garganta
Quando meu coração teima em questionar-te
Faz silencio em mim.

Para mortificar Senhor! Meu Eu
Tentando controlar minha vida
Colocando-se entre mim e o teu querer
Faz  silencio em mim.

Para baixar os olhos Senhor!
Em aceitação a tua palavra
E compreender que tua repreensão
Nada mais é, senão a expressão exata do teu amor.
Faze silencio em mim.

Pois é no silencio Pai!
Do turbilhão de meus sentimentos
Que consigo ouvir tua voz,
Perceber tua presença
E sentir tua paz.


Rosiclé Evangelista. 25/11/09