sexta-feira, 6 de maio de 2011

SIMPLESMENTE MÃE





Olhando através do tempo
Recordo cenas da minha vida.
E percebo você, presente
Em cada momento marcante da minha existência
Foi tua mão sublime que me embalou o berço,
Que me afagou ao peito, quando ainda criança
Chorava desejando teus carinhos.

Foi você que segurou minha mão
Quando dei meus primeiros passos,
E no tamanho da minha inocência
Eu te imaginei grande.
Você foi à mestra querida a me orientar
Na imensa trajetória da minha vida,
Que ora caindo ou estando de pé,
Às vezes chorando e outras tantas sorrindo,
Era a ti e ao teu imenso amor que eu sempre recorria.

Pois foi o teu amor, mulher amada o bálsamo
Nas doloridas lições que a vida me ensinou.
Foi meu abrigo seguro no forte vendaval,
Força na minha fraqueza o sorriso em meio à dor
Contigo companheira, compartilhei o sonho
E o desespero o choro e também a alegria
Você foi a heroína que me ensinou a crê quando tudo
Parecia perdido, ensinou-me a reconstruir meu castelo
Desmoronado com as desilusões sofridas,
a lutar quando a quimera dos meus sonhos desvanecia.

Foi tu mulher amiga, que me soube compreender
Quando ninguém mais sabia que entendeu
O meu olhar quando eu não sabia expressar
o meu sentir. No meu silencio tu foste as minhas palavras.

E hoje já crescida te observo no alto da tua sabedoria,
Vejo tua estatura pequena teus cabelos embranquecidos pelo tempo
Tua voz pausada, teu andar cansado. Descubro entre,
Admirada e embevecida que foste grande porque soubeste,
Ser simplesmente mãe.

Para minha mãe com muito amor.

Rosiclé Evangelista Silva